ALESSANDRO SARTORE / RÉNASCENÇA ![]() Escoras de obra e guardanapos integram a exposição de Alessandro Sartore na galeria Anna Maria Niemeyer “Arte é una cose mentale”, já dizia Leonardo da Vinci. Partindo da ideia de que a história é um círculo que segue numa espiral sempre ascendente e que o Renascimento foi um dos períodos mais conceituais da arte, o artista plástico Alessandro Sartore pretende que objetos do dia-a-dia como escoras de obra, guardanapos e fotografias adquiram novos códigos em sua primeira exposição individual - “Rénascença”, de 21 de julho a 8 de agosto, na Galeria Anna Maria Niemeyer. O grande impacto fica por conta da instalação composta por 36 escoras, originalmente utilizadas numa obra, batizadas de “ESCORAS-BARROCAS”, já que foram pintadas de dourado e passam a ter uma função meramente estética.“Esse trabalho se relaciona com o espaço em que ele está e traz vários conceitos impregnados”, explica Alessandro, que também é arquiteto. “A escora apoia e cria uma instabilidade no que estava estável e vice-versa. Depende da maneira que for interpretada”, continua o artista, que desde os 14 anos tinha como hobby fazer tatuagem de nanquim na criançada. GUARDANAPOS: A partir de um guardanapo de papel trazido de um boteco de Florença, o artista cria um “estandarte renascentista”, fixado por alfinetes em uma caixa de acrílico. Ele traz o símbolo da cidade – o Dílio – que agora recebe um “toque de midas”, através da aplicação de uma folha de ouro. PITTI: Duas fotos idênticas de um menino tiradas no Palácio Pitti, em Florença (Itália), medindo 80X 1,10, foram manipuladas de maneiras diversas. Numa, o artista aplicou várias camadas de verniz, cuja propriedade é preservar a obra ao longo dos séculos, e deixou o fundo azul, típico do Renascimento. Na outra, aplicou uma folha de ouro na figura, que ganhou então um novo status. |
![]() |
![]() |
![]() |
|
|