CHICO CUNHA

 

 

Dois anos após sua última exposição individual no Rio de Janeiro, o artista plástico Chico Cunha volta a galeria de Anna Maria Niemeyer para mostrar suas pinturas produzidas em 2001. São nove telas inéditas, de tamanhos variados, que foram criadas com encaústica e óleo, técnica que caracteriza as pinturas de Chico desde o início de sua carreira. Nestes trabalhos, Chico Cunha explora elementos figurativos, criando espaços determinados. “São imagens nas quais persiste uma situação dúbia entre figura e fundo, gráfico e pictórico. A figura é, antes de mais nada, um esboço, projeto de suas possibilidades. É um trabalho que transita entre desenho e pintura, imaterialidade e representação. As superfícies se formam graças à diversos estratos e camadas que dão ênfase ao tempo e memória da imagem, criando, assim, uma tensão entre os elementos de uma teia de acontecimentos que conferem ao objeto sua existência”, explica Chico.

Logo em seguida a exposição na Anna Maria Niemeyer, Chico apresentará no Paço Imperial, a partir de 4 de setembro, uma instalação de 80 metros quadrados feita de areia no piso da sala de exposição. A sensação para o visitante, que andará no meio do trabalho através de um caminho, será a de uma paisagem aérea. Este trabalho é uma continuidade da instalação, também de areia, criada para o Atelier FINEP, do Paço, em 1995.

 

 

Exposição de 07a 25 de agosto de 2001
Fotos Adelmo Lapa