Latitude 9°
UMA CONVERSA COM A LUZ
Delson Uchôa

 

Após 22 anos de ausência em individuais no Rio de Janeiro, Delson Uchôa retorna ao Rio de Janeiro com sua mostra individual nesta galeria, onde apresenta 3 ou 4 obras da Série LATITUDE 9º, onde a temática desta sua produção discute a luz, principalmente sob o ponto de vista da localização de sua cidade natal: Maceió e sua influência sobre sua forma de pintar e apresentar suas obras.


18:00H - Gambiarra (Na saudosa luz da tarde), 2000/2005
acrilica s/ lona de algodão, 218x266 cm

Sobre seus trabalhos escreveram entre outros: Paulo Herkenhoff, Moacir dos Anjos, Agnaldo Farias e Silvana Valença

Ao longo de 2005 ocupou os espaços do MAMAM - Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, em Recife sob curadoria de Moacir dos Anjos, é convidado por Paulo Herkenhoff - curador do Salão Arte Pará e produz uma obra de 80m2 locada no piso da Sala Especial. Recebe também um convite do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro para integrar, com duas obras, o acervo contemporâneo de arte da Instituição. Com essa aquisição do Museu de Belas Artes, amplia sua participação em importantes coleções de arte contemporânea do país entre elas a Coleção Gilberto Chateaubriand /MAM-RJ, Coleção Sattamini/MAC-Niterói e Acervo do MAMAM-Recife.

Convidado juntamente com outros 15 artistas alagoanos, entre eles, Rogério Gomes, Satyro Marques, Tania Maya Pedrosa e Reinaldo Lessa, a executar o painel ( intitulado Viveiro da Mata) para o novo Aeroporto Internacional de Maceió.

Em 2004 convidado por Marcus de Lontra Costa participou da exposição Onde está você? Geração 80; realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro e com itinerância em Brasília, São Paulo e Recife, e que reunia obras dos artistas que se destacaram nos últimos 20 anos e que iniciaram sua trajetória na exposição Como vai você? Geração 80.


10:00H-Latitude 9°(Um matinal às dez horas), 2002/2005
acrilica s/ lona de algodão, 210x266 cm

Em 2003 é convidado por Aguinaldo Farias para expor, na galeria do Instituto Tomie Ohtake em uma grande mostra junto a outros dois pintores de posições distintas: Caetano de Almeida e Cássio Michalany.

Em 2002, participa de um Programa de Residência Artística em uma Vila da região serrana do Paraná chamado Faxinal das Artes e que durante quinze dias envolveu cem artistas de todo o Brasil. Essa experiência de troca com artistas de variadas gerações o recoloca no circuito das artes do eixo sul-sudeste.

Em 1998 participa da XXIV Bienal de São Paulo sob curadoria de Paulo Herkenhoff que recoloca a questão antropofágica no intuito de discutir a pluralidade cultural e o insere no projeto do Núcleo Histórico na questão da cor e latitude que vai do modernismo, passando pelo neo-concretismo até a contemporaneidade: "...a cor caipira do sudeste não dá conta do Brasil. Uchôa extrai luminosidade e estridência cultural da cor do Nordeste. Suas pinturas descrevem movimentos do roi-roi, brinquedo popular a elas incorporados" é o que afirma Herkenhoff no texto introdutório do catálogo da mostra. Em 2001, a TV Senac realiza um documentário sobre sua obra, exibido na série "Arte brasileira em circuito Nacional" onde é filmada duas de suas maiores obras: Catedral (Obra: Catedral TG 1989-1998 Técnica: Acrílica s/ lona Dimensões: 980 x 230 cm), com 10 metros de altura, e Curral da Praia, com seis metros de largura. Obras que necessitaram ser içadas por cabos de aço no canteiro de obras do ainda não inaugurado Centro Cultural de Maceió.


06:00H-Vergel (Uma Paisaagem, onde deita a alegre luz da manhã), 1995/2005
acrilica s/ lona de algodão, 179x351 cm

Desde 1992 passou a dividir-se entre o Rio de Janeiro e em 1993, participa do Workshop 93 patrocinado pela Academia Teuto Brasileira de Verão - Deutsh-Brasilianische Kulturelle Vereinigung (DBKV)/Instituto Goethe/Fundação Pierre Chalita em Maceió onde é agraciado com uma bolsa de estudos e a oportunidade de realizar uma exposição na Galeria berlinense Springer em agosto de 1993. Volta da Alemanha e fixa residência definitivamente em Maceió com a intenção de reunir seu acervo.

Em 1996, realiza sua maior exposição individual em dois grandes Armazéns de Açúcar em Jaraguá onde cobre um período aproximado de quinze anos de pintura, desde a geração 80 até os trabalhos de 1996 denominados de "mestiços de última geração" e cujo convite feito ao público foi através de out-doors espalhados pelos principais pontos da cidade para dar uma mostra da escala e da dimensão de seus trabalhos.


12:00H-Telêmaquia (A austera luz do meio dia), 1995/2005
acrilica s/ lona de algodão, 151x170 cm



Em 1985 realizou sua primeira exposição na Galeria Saramenha, com texto de Jorge Guinle. Em 1990 e 1993 realizou duas outras exposições individuais na Galeria Thomas Cohn.

Formado em Medicina, abandonou a carreira para freqüentar as aulas da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde viveu, entre 1980 e 1990. Participou em 1984 da exposição Como vai você? Geração 80, realizada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Delson Uchôa, nasceu em Maceió-AL.


DELSON UCHÔA

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veja fotos vernissage


Luiz Áquila, Mônica Barki e Delson Uchôa
foto: Rejane Guerra


Lauro Cavalcanti e Anna Maria Niemeyer
foto: Rejane Guerra


Delson Uchôa, Beatriz Milhazes e Paulo Herkenhoff
foto: Rejane Guerra


Carlos Oscar, Rejane Guerra, Leonor, Anna
Maria e Paulo Herkenhoff
foto: Marta Melo


visitantes
foto: Marta Melo


visitantes
foto: Marta Melo


visitante e Efrain Almeida
foto: Marta Melo