abertura: às 20:00 horas do dia 6 de outubro
(quinta-feira)
exposição
até: 29 de outubro
de 2005
segunda à sexta: 11:00 às 21:00H
local:
GALERIA
ANNA MARIA NIEMEYER
Rua Marques de São Vicente,52/205
Tel: 21 22399144 ● Fax:
21 22592082
e-mail: galamn@centroin.com.br
A Galeria Anna Maria Niemeyer estará
apresentando de 6 a 29 de outubro a exposição “pra dizer que te amei...”
terceira mostra de Edmilson Nunes nesta galeria. Nascido em 1964, em
Campos é formado em Arquitetura e Urbanismo pela UFRJ, onde também
freqüentou o curso de Pintura. Foi
aluno dos cursos de Pintura e do Núcleo de Aprofundamento (com Beatriz
Milhazes) na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Realizou trabalhos (escultura e
pintura) para escolas de samba; de cenografia para cinema, teatro, tv; ensaios
fotográficos para revistas e catálogos de moda; e executou painéis históricos
(cenográficos) para o Museu do Exercito.
Iniciou sua produção em arte em 1991
e desde então já participou de diversas coletivas, entre elas: 2005-“Territoire en transit”-seize
artistes contemporains du Brésil, projeto integrante das comemorações do Ano
do Brasil na França, curadores: Prof. Pierre Crapez e Mauricio Seidl; Onde as Obras Dormem/Coleção João Sattamini-MAC-Niterói, curador:
Luiz Guilherme Vergara, MAC-Niterói;2004-Cromos-Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM-RJ
e Novas Aquisições-Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM-RJ, ambas com curadoria
de Fernando Cochiaralle e realizadas no MAM-RJ; 2003-Grande Orlândia/São Cristóvão;
Coleção Sattamini/Exposição Inaugural do MAC-Niteroi; 1995-Romance Figurado,
no Museu Nacional de Belas Artes; 1994-Bienal Internacional de Pintura do
Equador; 1993-Arte Erótica / Erotismo e Transgressão
e Paixão do Olhar - Outdoor, ambas com curadoria
de Marcus de Lontra Costa, realizadas no MAM-RJ; 1992-"A Caminho de Niterói/Coleção Sattamini,
no Paço Imperial e em 1991-XV
Salão Carioca de Arte onde recebeu
o Prêmio de Bolsa de Estudos Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Individualmente já mostrou seus trabalhos em Niterói
(1993) no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, (1998) na Galeria do Poste
e em (2002) na Galeria do SESC-Niterói;
no Rio de Janeiro (1993 e 2003) na Galeria Anna Maria Niemeyer e em (1995)
na Sala Bernardelli no Museu Nacional de Belas Artes.
Seus trabalhos integram importantes coleções, entre
elas: Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM-RJ; Coleção Sattamini/MAC-Niterói;
Efrain Almeida; Eduardo Câmara; Ernesto Baldan;
Regina Kato e Fernando Jaegger e Anna Maria Niemeyer.
Sobre seu
trabalho comentaram:
© ”A PAIXÃO - O GENUFLEXÓRIO E O ALTAR”, Marcus
de Lontra Costa - Rio, maio, 1993.
(...) “A infância vivida em Campos, as missas,
ladainhas e procissões permitiram ao artista compreender que a transgressão é a
inevitável conseqüência da fé: a religião traz em si o desejo da orgia, do
carnaval. Por isso, as imagens adocicadas, o romantismo piegas, o afeto
pequeno-burguês com suas lágrimas e sorrisos convencionais são dilacerados pela
ação do artista, pela inserção de detalhes extraídos de revistas pornográficas
que dão ao sexo a sua dimensão exata, real, o ato, o fato, o falo, o lato.
Diante do "humano, demasiado humano", a arte instala-se como
instrumento do amor e da morte, mensageiro Dionísio. "É que o mundo
inteiro vivo tem a força de um inferno"2
"Se eu olhar a escuridão com uma
lente, verei mais que a escuridão?"3 Ao drama barroco, Edmilson, contrapõe
a alegoria e o rococó, para tal ele não se põe de joelhos nem se nega à cruz.
Prefere fazer da sabedoria popular umafonte de ensinamentos: transcede-a sem
desprezá-la, transfigura, transpira.
A arte é a reconstrução do real, a recusa do determinado, o questionamento. Ela
é excessiva, perdulária, onanista, libertina e libertária.” (...)
1-M.Maffesoli in A Sombra de Dionísio
2-C. Lispector in A Paixão segundo G.H.
3-C. Lispector in A Paixão segundo G.H.
4 -H. Hesse in O Lobo da Estepe
© "A inocência recuperada
...",Jornal RioArteCultura, Alexandros P. Evremidis, outubro, 2003.
(...) “Em técnica mista, que funde arte e
anti-arte, pregos enferrujados, com as pontas nos encarando sedutora e
desafiadoramente, nos dizem da dor e do sofrimento, do tempo de que são
testemunhas, e fazem as vezes de molduras; o mesmo sucede com as velas que,
queimadas e derretidas até o limite do toco, nos franqueiam o acesso às preces
e aos desejos, aos delírios e às fantasias inconfessáveis. O capricho da
fatura, uma construção meticulosa e sistemática, como o de uma aranha, com seus
lacinhos e lencinhos, fiapos e farrapos, em cetim rosa, que apenas deixar
suspeitar as incendiárias colagens, nos remetem à sonhadora mocinha que,
paciente e laboriosamente, eleva sua casinha de bonecas e seus segredos
íntimos, à categoria de arte. Com sucesso! Eu não sabia que você, além de
pintor, é pai-de-santo - brinco com o artista e ele não deixa por menos: Sou
tudo! - diz com categórica ênfase e prova: suas obras-primas ali estão para não
desmenti-lo - cúmplices e depositários fiéis de um fazer artístico que não
aceita, não conhece e não reconhece limites. Que é o que de fato conta em
matéria de arte. Edmilson parece ter sido submetido aos ordálios do fogo e da
água e saiu ileso, sobreviveu, purificado e fortalecido. Sua obra tem esse
caráter lúdico e libertário que só a catharsis nos proporciona.” (...)
©
divulgação, webnit.com.br, Michelli Peixoto,
agosto, 2005
(...) “a exposição 7 Pecados. Soberba, Ira, Inveja, Avareza,
Preguiça, Luxúria e Gula, são os sete pecados capitais sob a reflexão de sete
artistas convidados para a exposição. A
visita proporciona uma viagem íntima a esses pecados que já escondidos em nosso
cotidiano. (...)
Edmilson Nunes trouxe a luxúria em um universo pop moderno e
colorido.(...)
A visita proporciona uma viagem íntima a esses pecados já
escondidos em nosso cotidiano.
Sobre as obras da exposição “pra dizer que te amei...”, o artista
Edmilson Nunes escreve:
”Os trabalhos apresentados
nesta mostra fazem parte de uma pesquisa, constante em minha produção(iniciada
há cerca de dez anos), que lida com materiais que têm forte apelo no imaginário
popular, como velas, pregos, recortes de revistas, etc.
Fará parte da mostra uma
instalação “de parede” composta
de 32 elementos (que chamo de Flores) com formas orgânicas ou geométricas
que parecem sair de um caleidoscópio.
Em outros trabalhos:, ”Garoto
Serenata de Amor” (embalagem do chocolate de mesmo nome) e o ”Retrato
de Rita Hayworth” (que remete a uma crucificação), utilizo os materiais atuais
de minha pesquisa para a sua criação.”
.
FOTOS (divulgação)
Galeria Anna Maria Niemeyer
Tel: 21 22399144 – Fax: 21 22592082