..:::EFRAIN ALMEIDA:::..
Exposição de 09 a 31 de outubro de 2001- Fotos Mark Ritchie
| Efrain nasceu em 1964, na cidade de Boa Viagem, Ceará, onde morou até a adolescência. No início dos anos oitenta seguiu com a família para o Rio de Janeiro, onde desde então vive e trabalha. Iniciou sua carreira de artista plástico em 1987, participando do XI Salão Carioca de Arte, no Rio de Janeiro. Desde então já participou de um sem número de coletivas e Salões no Brasil. |
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Realizou sua primeira individual Objetos no Centro Cultural Sérgio
Porto, em 1993, e agora em 2001, volta a mostrar no Rio de Janeiro (oito
anos depois) seus trabalhos, na Galeria Anna Maria Niemeyer, numa exposição
composta de uma série de esculturas, executadas em madeira, e de um conjunto
de desenhos realizados em aquarela. Os trabalhos fazem parte de uma série de obras que foram recentemente apresentados pelo artista na Espanha:(Centro Galego de Arte Contemporânea/Santiago de Compostela), em Portugal:(Galeria Canvas/ Porto), nos Estados Unidos:(James Harris Gallery/Seatle), e também no Brasil: (Galeria Fortes Vilaça/São Paulo) e (Fundação Joaquim Nabuco/ Recife), esta última como parte do Projeto "Visualidades Contemporâneas" / PETROBRÁS ARTES VISUAIS, e com itinerância prevista para o Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza (novembro de 2001). |
| Em 1997 participou de sua primeira coletiva no circuito internacional: The New Museum Donation Auction, New Museum of Contemporary Art, em Nova Iorque, EUA. A partir de então têm se apresentado com regularidade em importantes mostras coletivas: Der Barsilianisch Blick/Coleção Gilberto Chateaubriand (Haus der Kulturen der Welt-Berlim, 1999), The Present Absent: Five Artists from Rio (Centre Gallery MIami/Dade Community College/Wolton Campus, Miami, 1999), III Convocatória jóvenes artistas (Galeria Luis Adelantado-Valência, 2000), Últimas aquisições/ Fundação Arco CGAC (Centro Galego de Arte Contemporânea-Santiago de Compostela, Espanha, 2000), Com um oceano interior para nadar (Culturgest-Lisboa, 2000), O fio da trama (El Museo del Barrio-Nova Iorque, 2001), Ahi donde vivmos (Sala de las Armas, Pamplona, 2001) e Pay attention please (MAN/Museo Darte Nuoro-Itália, 2001). |
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Individualmente suas obras ainda foram apresentadas, em 2001 no Recife:
Fundação Joaquim Nabuco; em São Paulo: Projeto 96 (em 1996),e novamente
em 1997 e em 2000 na Galeria Camargo Vilaça e agora em 2001 voltou a mostrar
seus objetos e aquarelas, no mesmo espaço, que sob nova direção passou a
se chamar Galeria Fortes Vilaça. No exterior apresentou-se individualmente no Porto-Portugal: Galeria Canvas (1998, 2000 e 2001); em Seatle-EUA: na James Harris Gallery (2000 e 2001) e em Santiago de Compostela-Espanha no Centro Galego de Arte Contemporânea (2001). Apesar de todas as referências da arte universal que Efrain aprendeu nos Cursos de Pintura e de Escultura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - e mesmo hoje depois de inúmeras viagens pelo Brasil e ainda para diversos outros países de povos e culturas diferentes daquela vivida e adquirida até sua adolescência no Ceará - o artista nunca abandonou as influências visuais |
| que marcaram sua infância:
os entalhes dos artesãos populares, os ex-votos encontrados nas igrejas
católicas do nordeste brasileiro. Sobre esta nova série de trabalhos, que
serão apresentados na Galeria Anna Maria Niemeyer, Maria do Carmo Nino (Revista
Bravo Crítica setembro/2001), comentou: Os resultados desse embate nem sempre pacífico podem ser percebidos nas pequenas peças que aludem ao universo da arte popular, aos mitos religiosos, ao erotismo e à sexualidade. São investidos de crítica e de uma certa perversidade, sem, no entanto, abrir mão da reverência e da sutileza. A palavra "manifestação" tem a mesma raiz que a palavra "mão": é manifesto aquilo que pode ser estendido ou pego pela mão. A tradição bíblico-cristã tem na "mão" um símbolo de ação, de poder e de supremacia. Síntese exclusivamente humana do masculino e do feminino, ela é passiva ou ativa, serve de arma e utensílio, se prolonga pelos instrumentos, distingue o homem do animal e diferencia o que ela toca e modela. A obra de Efrain é |
| impregnada desse poder de
manifestação: do ponto de vista da sua concretização, resultado de uma ação
consciente e funcional sobre a matéria, ou do ponto de vista dos diversos símbolos por
ele empregados, que designam em vários níveis as noções de origem, de fim, de força
geradora matricial, de princípio ativo. Mãos, pés, cabeças, árvores, a cor vermelha, conchas, rosários e outros elementos do seu vocabulário formal simbolizam o espírito presente no corpo que é manifestação da matéria, ao mesmo tempo que apontam para o caráter fálico da ação geradora. A escala empregada confirma uma importante dimensão desmistificadora: as obras cabem na palma da mão. São como "modelos reduzidos" no sentido empregado por Lévi-Strauss em O Pensamento Selvagem: operam uma inversão no nosso processo de conhecimento, que tende a agir por fragmentos, fazendo com que o conhecimento do todo preceda o das partes. |