| Galeno / Na Pisada das Cores TANTAS PAISAGENS, TANTAS BRASILIAS... “Sou livre para o silêncio das formas e das cores” |
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Sobre essa estrutura definidora e determinada pela clareza o artista povoa o território com formas poéticas e repletas de encantamento e elegância. A Brasília de arquitetura surpreendente, repleta de simbologias que hoje ocupam o panteão icônico nacional, se faz presente nas formas criadas pelo artista. A partir da simplicidade de elementos que se identificam com o real, com o utilitário, com formas extraídas da vida cotidiana o artista elabora uma poética particular que espanta e seduz o olhar. |
Mas Brasília não é somente fruto da ação humana. A Natureza nos presenteia com um cenário celeste espetacular, repleto de pincelas coloridas cheias de luz. Essa cor se faz presente nas obras de Galeno; a cor aqui é substantiva, elemento integrador de sua paisagem artística. Ela parece brotar do interior das pinturas, seca e contundente, como se a epiderme pictórica fosse o espelho de um organismo intrinsecamente colorido. |
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Galeno transcende a verdade modernista; ele é, a uma vez, a sofisticação e a simplicidade, a interseção entre o popular e o erudito, vozes da periferia, do entorno, dos brasilienses das cidades satélites, da beleza oriunda das mãos e dos sentimentos de homens trabalhadores que edificam cotidianamente a dignidade do povo do nosso país. Galeno é a voz - e o espelho - da Brasília real, humana, que resgata e alimenta o desejo de seus fundadores de construir uma cidade que seja o reflexo de uma sociedade mais justa e mais fraterna. |
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O artista é o construtor de pontes. Ao revelar nossa infância, ele projeta o futuro; o seu lugar é apenas um ponto no qual as suas referências permitem a construção de novas geografias. Galeno, em silêncio, constrói a sua história, garimpeiro das formas e espaços repletos de luz e de encantamento. |
Outras imagens abaixo: |
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