“AQUARELAS RECENTES”
JOSÉ ALBERTO NEMER EXPÕE SUAS OBRAS NA GALERIA ANNA MARIA NIEMEYER

A exposição é “AQUARELAS RECENTES”, mas o artista plástico José Alberto Nemer se dedica à técnica há mais de 20 anos. As obras, que chegam a medir 130 x 200 cm, dão enorme proporção ao que o artista afirma ser uma “incursão pelos misteriosos territórios do espírito, onde existem formas, cores e memórias que se reeditam indefinidamente”. O resultado desse trabalho pode ser visto a partir de 18 de agosto na Galeria Anna Maria Niemeyer, onde 12 telas serão expostas.
No contexto da arte no Brasil, Nemer tem a peculiaridade de ser um artista que desenvolve toda sua obra utilizando o desenho. Pertencente à geração dos chamados “desenhistas mineiros”, o artista se firmou no panorama da arte brasileira a partir da década de 1970.


130x200cm
O crítico Olívio Tavares de Araújo se impressionou com a dimensão inédita das obras: “Só um virtuose da aquarela – a mais exigente de todas as técnicas, a mais inflexível, na qual é impossível enganar – conseguiria dar este enorme salto de escala sem atraiçoar-lhe em absolutamente nada a essência”.

“AQUARELAS RECENTES” traz a linguagem intimista, o silêncio e a introspecção decorrentes da escolha de Nemer pela aquarela e pelo desenho. O trabalho do artista é marcado pelo diálogo entre o gesto e a construção, a emoção e o rigor.


130x200cm
Nemer é artista plástico com doutorado pela Universidade de Paris. Sua criação artística é ampla e diversificada, incluindo, além da atividade plástica, a de professor, designer, curador e ensaísta de arte. Seu trabalho obteve, entre outros, o Grande Prêmio de Viagem à Europa no Salão Global (1973) e o Prêmio Panorama da Arte Atual Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (1980). Com participação em exposições e bienais no Brasil e no exterior, o artista realizou uma mostra individual no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio em 2000 e nos espaços culturais do Instituto Moreira Salles, em circuito itinerante pelo país, de 2003 a 2005. Lecionou em universidades brasileiras e estrangeiras, como a Universidade Federal de Minas Gerais (1974 a 1998) e Universidade de Paris III/ Sorbonne (1975 a 1979).

75x110cm
Das exposições temáticas que concebeu, destacam-se Precariedade e Criação (Museu da Pampulha de Belo Horizonte, 1983), A Criança de Sempre (itinerante, 1987 a 1989), Poética do Acaso (MAP/BH, MAM/RJ e MAC/USP, 1990 e 1991) e O Brasil na visualidade popular (MAP/BH e Caixa Cultural/RJ, 2000 e 2007).



75x110cm



75x110cm




Fotografia: Rafael Motta
Design Gráfico (catalogo): Gustavo Greco e Tidé
Produção Gráfica (catalogo): Greco Design | Dani Pires