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Monica Barki | Lady Pink et Ses Garçons
Desde a primeira mostra individual no início dos anos 80, a artista carioca Monica Barki vem construindo diversificado repertório de linguagem contemporânea com trânsito em diferentes mídias: da gravura à pintura e fotografia, de performances e instalações à assemblages e objetos. Agora, ela apresenta a primeira exposição constituída exclusivamente por desenhos e um vídeo, a partir do dia 03 de agosto na Galeria Anna Maria Niemeyer, no Rio de Janeiro. Intitulada Lady Pink et ses garçons, a montagem reúne 18 trabalhos de duas séries inéditas - Lady Pink e Blade Runner - originadas de imagens captadas em frames de vídeos caseiros postados no YouTube.
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Os trabalhos têm como tema comum a figura de
mulheres dominadoras que subjugam os homens como objetos de prazer.
Assim, Monica subverte o olhar sobre a condição feminina, uma questão
recorrente em sua produção. E aquelas que antes apareciam oprimidas, a
exemplo de Ana C. e outras histórias (Galeria Anna Maria
Niemeyer, 2006)
surgem, desta vez, como força dominante. |
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Os
trabalhos desta mostra partiram, porém, de uma casualidade virtual. Há
coisa de dois anos, após entressafra na vida pessoal e criativa, Monica
Barki retomou as atividades no ateliê da Barrinha (RJ). O trabalho de
retomada, nomeado Vermelho sobre Branco, registra uma performance na
qual duas mulheres, no melhor estilo comédia pastelão, travam batalha em
três rounds, utilizando meia tonelada de tomates. O vídeo de 6'16'' tem
direção e roteiro da própria Monica e edição do video-maker Cleantho
Viana. |
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A artista, que iniciou trajetória individual com a polêmica mostra Álbum de família, litografias (Galeria César Aché,RJ), produzida a partir de fotografias de familiares - acrescidas de sutis, e ao mesmo tempo mordazes, intervenções eróticas - continua em busca de experiências com novos materiais e meios. Desta vez, o gesto da mão cria sobrevida e sentido para imagens descartáveis no mundo virtual. |
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Monica Barki (1956) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Já realizou 27 exposições individuais e participou de mais de 100 coletivas no Brasil e no exterior, incluindo a 21ª Bienal de São Paulo (1991). Da Galeria Anna Maria Niemeyer, que representa a artista no Rio de Janeiro, e onde Lady Pink et ses garçons chega em primeira mão, a mostra segue para a Casa da Cultura da América Latina (CAL), Brasília, em setembro. |
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Artista: Monica Barki |