ROSA OLIVEIRA

BRISE-SOLEIL/pinturas e serigrafias


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A Galeria Anna Maria Niemeyer estará mostrando a partir das 20:00 horas do dia 22 de julho até o dia 9 de agosto de 2003 a exposição BRISE-SOLEIL/Pinturas e Serigrafias de Rosa Oliveira. Com texto de apresentação DESVIO PARA O INFINITO de MARISA FLÓRIDO CESAR, Rosa Oliveira preparou para sua primeira individual em uma galeria fora do circuito institucional, um conjunto de 8 telas de grande formato e uma série de serigrafias.

 

- Sobre esta seleção a artista escreve:



"Na mostra "Brise-Soleil", Rosa Oliveira apresenta oito telas inéditas em grandes formatos. São pinturas em tinta acrílica, onde a artista trabalha cores pretas e brancas, impregnando-as de matizes sutis e incontáveis. Seus trabalhos desmentem a natureza pesada dos pretos. Um processo construtivo, utilizando a reunião de linhas verticais, compõem as imagens formadas nas telas. O que vemos nestas pinturas são: "Tensões premeditadas, rigores calculados, exatidão geométrica".
A artista apresenta também, pela primeira vez suas serigrafias, realizadas a partir de fotografias suas, tiradas de prédios nos arredores de seu atelier, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro. Foram fotografados elementos arquitetônicos, os "Brise-Soleils", encontrados nas fachadas destes prédios, transformadas posteriormente em matriz serigráfica, reproduzida em séries de variadas cores."

Rosa Oliveira é formada em Antropologia na UFRJ, estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e trabalha como comissária da Air-France, sua primeira coletiva foi em 1994 no Centro Cultural Pschoal Carlos Magno/Niterói-RJ e desde então já realizou duas mostras individuais (Galeria do SESC-Paulista-1998 e Pequena Galeria do Centro Cultural Candido Mendes-1999) e integrou coletivas em importantes centros culturais em algumas capitais brasileiras e dentre elas podemos sitar: Novíssimos-IBEU/RJ; Sobre Branco/Galeria Primeiro Piso/EAV-PARQUE LAGE/RJ; Entre 2D-3D no ESPAÇO CULTURAL DOS CORREIOS/RJ; Projeto Macunaíma 07-FUNARTE/RJ; Projeto 4 Quadros e Livro Objeto da Arte ambas no Centro Cultural Candido Mendes/RJ e participou de diversas edições dos Salões: CARIOCA DE ARTE, UNAMA e UNAMA/Pequenos Formatos, RIBEIRÃO PRETO, PIRACICABA,UNIVERSIDARTE, SANTO ANDRE,MUNICIPAL DE ARTES DE JOÃO PESSOA, SALÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA/SP e ARTGE-PARÁ, nestas mostras recebeu sete premiaçõe: Prêmio Aquisição no Arte-Pará-2002; dois Prêmios Aquisição no 3º e no 5º Salão UNAMA-Pequenos Formatos e a Menção Honrosa na 2ª edição deste mesmo salão em 1996. Recebeu também o Prêmio Aquisição no 26º Salão de Arte Contemporânea de Santo André e o Prêmio Participação no 19º e 20º Salão Carioca de Arte.

Sobre seus trabalhos já escreveram:

-NELSON LEIRNER, julho, 1998 © ROSA OLIVEIRA-SESC/SÃO PAULO



Consiente ou não, Rosa Oliveira aproxima-se mais do construtivismo, cujo rigor e reducionismo difere conceitualmente do minimalismo que procura simplificar os elementos plásticos ao "mínimo".

Sua forte tendência ao preto e seus matizes passa ao menos atentos ou informados, uma visão monocromática que aponta para Reionhardt ou Rothko, como referência. Este equívoco logo se desfaz quando quadrados, retângulos, xadrezes e faixas fazem geralmente as divisões básicas dos seus quadros.

Se para Reinhardt "o mais é o menos", o "mais" não seria "menos" para Albers, Stella, Johns e até para Duchamp?

Pensar que Rosa Oliveira estudou I Ching, diagrams Yantra, enveredando para o campo do exoterismo, faz a artista construir em sua pintura um universo fechado em um monastério longe dos truques ou ilusionismos circenses tão freqüentes nas pinturas atuais. Sua perseverante monotonia torna seus quadros uma síntese pessoal do próprio processo, o que me faz lembrar uma exclamação da filha do pintor, Alfred Jensen ao ver uma de suas telas: "Você faz as coisas diferentes parecerem iguais".

-GEORGE KORNIS, maio de 1996 © 2D 3D um território possível/Espaço Cultural dos Correios-RJ

(...) A redução formal e cromática da pintura de Rosa Oliveira - outra artista de formação tardia e atividade recente - possibilita uma aproximação, via pixelização, com a construção de imagens digitalizadas. A adoção do quadrado como forma básica e do preto enquanto lastro cromático evidenciam a filiação construtivista do processo de trabalho de uma artista que vem, gradativa mas consistentemente, se aproximando do complexo campo das questões visuais presentes na articulação da segunda e da terceira dimensão. Trata-se, portanto de um trabalho em pintura que rejeitando a sedução da vaga - gestual e policromática - não teme o desafio do desconhecido e busca as potencialidades contidas no vasto e acidentado território contido entre 2D e 3D. (...)

 

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
segunda a sexta-feira: das 11:00 as 18:00 horas e aos sábados: das 11:00 as 18:00 horas
ENTRADA FRANCA

 

 


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FOTO 5

FOTOS
Paulo Scheuenstuhl

 

 

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