"NA ARTE TUDO PODE SER VERDADEIRO OU TUDO PODE SER FALSO"

RACHEL KORMAN e LENA AMORIM

A partir da Renascença, tanto na pintura como na escultura, o corpo, quando elemento central, adquire uma leitura de representação e teatralidade. A contemporaneidade das duas artistas está justamente no rompimento da representação, resgatando da performance e usando a fotografia como meio de nos mostrar o corpo e sua identidade.



Rachel Korman: DuoPhine - Fotografia - 128 x 250cm - 2004

 

 


Lena Amorim: (este não é um objeto de desejo) - 215 x 80cm - fotografia - 2004

 

MARA MARTINS

Faz de sua arte um constante exercício de metalinguagem. No trabalho agora exposto na Galeria Anna Maria Niemeyer, Mara implode a caixa verde e a narração do Grande Vidro de Duchamp e, Duchampnianamente, usa os ready mades criados pelo próprio Duchamp no primeiro quarto do século passado, numa releitura aguda e inteligente.


Mara Martins: Os Celibatários despidos por sua Noiva, mesmo - 220 x 100 x 60cm - Madeira, tecido, crochet e vidro - 2002

 

 

 

 

MARCIO FONSECA

Seu trabalho recebe uma herança deixada pelo Fluxus, usando da atemporalidade que a arte conceitual nos permite. Os estranhos duelos de Marcio se moldam de forma a termos passado, presente e futuro em sua leitura

Marcio Fonseca: O duelo - Madeira e metal - 9 x 42 x 40 cm - 2003

MARCELO TABACH

Para falar da fotografia de Marcelo nesta exposição é necessário esclarecer seu processo criativo, pois ele não só mescla em uma só arquitetura duas escalas, como também nos proporciona uma viagem onde seu "pequeno polegar" ou sua Sofia - como ele a chama - vive a solidão de um mundo assustador, que transborda em sua própria poética.

Marcelo Tabach: fonte - fotografia - papel fotográfico - 1,20 x 1,80 m - 2003

FERNANDO RIBEIRO

Engana-se quem o coloca como autodidata. Sua formação é importante para perceber o seu esforço em sair do cartoon e liberar cada um de seus personagens. Muitos conseguiram, como o mito Andy Wharol, e Fernando vem rapidamente construindo seu universo com maturidade, como nos mostra nesta exposição.

Fernando Ribeiro: Sem título - Acrílico, ink, aço sobre madeira - 2 X 1,5 m - 2003